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Silvos
Tempo das conjunções perdidas, ao abrigo de
estreitos filamentos - Vi desembocar como manifestos de noites,
caminhando entre dutos esquecidos.
Aquela toada era minha irmã
Aquele sino batendo desgovernado era minha mãe que morria.
Tempo de arbustos destroncados, tempo de silvos lancinantes.
Enquanto eu olhava pelos vieses das frestas,
o florete ímpio varava a carne em flandre quente.
Memórias do arrependimento - Era a morte chegando,
limpando das botas o barro do fosso recém aberto.
Senhoras que vacilam. A quietude dum peixe descamado.
Meu batente para a horas de pesar,
Meu mais escuro pouso de lentas agonias.
Vi quando a marcha se desembestava
através das vielas e corredores compridos.
Os seixos do outono, a contra luz das catacumbas. Aparem as cantigas
que amortalhadas balbuciam choros e esgares... Já é noite avançada
E mesmo apesar do silêncio, pragas e gafanhotos,
Ainda prados se estendem, ainda campos se averdam.
O que as lembranças ainda podem conter?
A seresta, o refluxo de todas as ondas.
Silvos se emaranham:
É a cabeleira das lamparinas que caíram e se apagaram.
É o ruído - o último estampido
De tudo o que restou:
(um mundo consumido farfalhando nas entranhas)
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