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Vozes de Solidão
Quando as luzes vierem
abaixando sobre a cabeça
e hinos eu escutar
prontamente entenderei que o sinal foi dado
-meudesespero-
Descerei as mãos iguais a elas
Como violas cegas de murmúrios
Feito hastes inertes desengonçadas
em bailado melancólico de adeus
-almacompungida-
E se faça ressoar a melodia
Em todos os cantos errantes dos vestígios poeirentos.
Que a música alevante sobre os rastros
Entoando o pesar das palavras que àquela hora não se pode dizer
-rostosoprado-
Os voleios do último instante no saguão
onde miragens se abraçam à penumbra.
Ruínas, bocarras escancaradas no festejo que se adianta:
Soam alaúdes e os rostos somem tapados por véus
-ritotriste-
Quintas de minha vida, estâncias luzidas a lampejar.
Lumes espoucam nas distâncias, estertam em brasa.
A escuridão envolve as contas largadas pela grama,
As galáxias, do céu, irrompem ao chão
-desacalanto-
Abrace-me, ventania que solapa a madrugada
e teus gemidos me tranquem no escuro
Nada tenho a escutar,
Só a noite, nos ouvidos, posso ouvir.
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