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Bento nasceu em Jacobina-Bahia, em 1971, cidade situada entre serras na encosta da Chapada Diamantina.

Cresceu com sua mãe (e irmãs) cultivando plantas no jardim... Orquídeas, rendas-portuguesas e samambaias. Muitas samambaias pendentes: já nostálgicas, sibilantes, saudosas...

Viveu também em Salvador e depois em São Paulo, onde se transferiu para estudar arquitetura. No meio do caminho, o sonho de ser "pedreiro" e construir casas mudou - Na verdade, em si, queria investigar os alicerces humanos.

A cal se fez tinta: Cursou História da Arte e depois Filosofia, mas sempre um estrangeiro, preferiu o caminho silencioso e próprio que o autodidata experimenta. Que fabrica e urde com suas ferramentas tênues e improvisadas.

Também escreve poemas. Vive atualmente em São Paulo, mas talvez mude de cidade, para algum lugar onde hajam as queridas plantas com as quais cresceu. E assim, sob as ramagens daqueles ternos galhos, continue a conduzir sua vida. Ou seu sonho, sua miragem, seu arrebatamento.

É alucinado por Virginia Woolf. E também por Schopenhauer, Marguerite Duras, Proust, Nina Simone e claro... Beethoven, Mahler, Górecki...

Atravessa as madrugadas pintando ao som do Madredeus. Vive com seu labrador Caymmi, seus gatos e algumas plantas. Mas não tem em casa nenhuma daquelas antigas... As samambaias, guarda na alma.

Estão no jardim de sua memória, onde, por sua janela e através do vento, a noite adentra e suspira com vagar.

 

 

 

 

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